A partir de acontecimentos reais com cunho científico e elementos do folclore regional, em especial o folclore amazônico – terra natal e terreno fértil para a imaginação de Alexandro Castro, o curta Mapinguari vai aos poucos tomando forma. Se não fosse a falta de equipamentos necessários e a ausência de profissionais específicos pra cada etapa do processo o filme estaria pronto, garante o autor amazonense de 34 anos ao falar com exclusividade ao SmellyCat “Sendo um projeto autoral, feito nas horas vagas em casa, a maior dificuldade é sempre o acesso a equipamento adequado necessário pra realização das cenas. Obviamente não contar com profissionais específicos pra certas áreas, como: simulações, partículas e render, traz uma dificuldade extra, mas o fator mais complicador realmente é o equipamento. Até aqui o curta está sendo feito em um velho Dualcore com 8GB RAM, mas nos próximos meses essa máquina ganhará um completo upgrade para dar conta de todo o trabalho de render que será necessário.” As imagens que compõem este post mostram um pouco do processo criativo de alguns personagens do curta.
O projeto já tem seis anos e inicialmente era bem menos sombrio com personagens em estilo cartoon, Alexandro tinha esperanças de conseguir patrocínio para o projeto, mas ao longo dos anos não conseguiu apoio e então decidiu reformular o roteiro onde livre de qualquer compromisso comercial, vai atribuindo o clima sombrio que considera mais adequado “Projetos feitos por uma única pessoa geralmente levam em torno de dois a quatro anos para ficar pronto, ou até mais, como Code Guardian de Marco Spitoni que levou cerca de cinco anos, mas eu tenho outras histórias para serem contadas e por isso estou dando o máximo possível de gás para que este curta fique pronto até o fim desse ano, ou no mais tardar até o fim do primeiro semestre de 2013.” A nós cabe esperar o resultado final e torcer pra que projetos como este estejam cada vez mais apoiado por leis de incentivo fiscal, afinal o Brasil está repleto de talentos do Oiapoque ao Chuí, como se vê.


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