A Pixar é que nem aquele seu primeiro/a namoradinho/a de infância. Tudo o que ele/a faz parece lindo e perfeito. Que coisa fofa dando as mãos, me emprestando o brinquedo, trazendo balinha, tirando catota do nariz. Mas diferente daquele namoradinho que provavelmente era disgusting, a Pixar é quase que perfeita.
O Cardoso chamou minha atenção para esse vídeo onde eles construiram um zootrópico. Claro que deveria ser diferente do que estamos acostumados a esperar de um zootrópico padrão. Ao invés de imagens, foram criadas esculturas. E ao invés dos pequenos buraquinhos para olhar entre, a luz (aquela piscante e chata de balada) cria o efeito.
Já havia visto ao vivo algo parecido no Museum of the Moving Image no Queens, aqui em Nova York. A escultura em questão está exposta no museu e chama-se “Feral Fount” criada por Gregory Barsamian.
Ambas mostram como o olho humano funciona e porque o “momento de descanso” é importante no cinema, para que assim nossos olhos possam ver as imagens em movimento. É o fenômeno da “persistência da visão”, uma característica da percepção humana em que a imagem permanece na retina por uma fração de segundo depois ela desaparece, permitindo-nos ver as imagens em movimento contínuo, onde nenhum movimento existe realmente.
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