
O Senhor Cok, esse mesmo que parece uma batata, é o dono de uma grande fábrica de bombas. Assim como na Revolução Industrial, querendo uma maior eficiência e ainda mais lucros, ele resolveu substituir seus trabalhadores por robôs sofisticados. Mas um dos seus empregados não aceita assim tão fácil ser dispensado.
Monsieur Cok (Senhor Cok) é um conto sobre os tempos modernos, nos mostrando as ações grotescas de monstro calmo. Seus jargões de infância e seu sorriso melancólico não combinam com a violência dos seus atos. Uma violência que se torna ainda mais terrível pelo fato de mostrar que ninguém realmente se importa com ela, com a exceção de um outro personagem violento de cachecol vermelho.
A animação levou todo um ano para ser feita. Frank Dion criou os desenhos, ambientes e esculturas que o filme precisava. Parte do curta foi animado no estúdio francês Train-Train e parte no Papy3D em Paris, a primeira produção do novo estúdio. Tecnicamente, a animação foi feita em paper cut-out, com gráficos 2D e fotografias de bonecos. Algumas miniaturas, construídas com a ajuda de Zoé Goetgheluck, foram usadas em diversos ambientes. A música ficou por conta de Pierre Caillet.
Dica do Zeca Bral!
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Fenomenal, destaque para os desenhos super bem feitos +_+
Belíssimo!!!
Papai Noel Socialista OWNED
Esse curta é uma graça, vi no Anima Mundi do ano passado…
Fenomenal!
E um detalhe a ser destacado é que esse personagem do cachecol vermelho retrata o comunismo… barbudo, cachecol vermelho, e em dois momentos ele aparece com uma foice e um martelo, que, com o fundo vermelho (de seu cachecol) fazem alusão à bandeira comunista.
puxa, que incrível. tudo, tudo fantástico!
Animal
O Tal!!!!
rapá… essa animação ficou muuuita massa mermo… conseguiu passar com clareza o objetivo…
estética horrível, história mediocre. O filme é patético. Um desperdício de tempo, talento e e kilobytes…
Ao menos essa é a minha opnião…
Nossa, excelente! RSD, desculpe a sinceridade, mas você, no mínimo, é ignorante (falo da acepção banal do adjetivo)! Pode responder como bem entender, mas que se utilize de argumentos. Chamar o filme de patético sem entendê-lo é uma ignorância. Fato.
Quanto à animação, é tanta coisa que nem sei por onde começar, então vou resumir: a história vai desde a relação do homem com o trabalho à automação do mesmo, numa alusão a filmes críticos como ‘Metrópolis’, e não deixa escapar uma crítica à francesa do capitalismo – o espírito revolto do homem frente aos desmandos de um empreendedor todo-poderoso, inescrupuloso, amoral, politicante em todos os segmentos, da Igreja ao terrorismo, em nome do lucro frugal. Não há espaço para os direitos do homem ou ainda ao reconhecimento da individualidade, do bem-estar do todo; há apenas o compromisso com a prática industrial.
Enfim, fugindo rapidamente do enredo (que, por si, é fantástico), graficamente o filme é ainda melhor: houve cuidados com escolhas de tom de cor, material, características dos traços dos personagens. O matiz monocromático arremete ao ‘noir’ costumaz à década de 20 e 30, respectivamente o auge o “baque” dos grandes industriais americanos. Percebe-se especial cuidado nas cenas em que jornais e revistas copiam com perfeição a tipografia e o grafismo da década de 20.
Muito, muito bom mesmo. O fato de ter sido desenhado à mão é um ponto a mais. Perfeito.
Achei meio panfletário demais, com a Internacional e tudo tocando para deixar bem claro que esse produto está do lado certo do jogo. Embora artisticamente brilhante, a caricatura do capitalista e das forças de produção é tão clichê que chega a incomodar (pela qualidade duvidosa das escolhas). Do ponto de vista temático, a única inovação (embora absurda) foi a inversão da velha ideia marxista da mecanização do trabalho faria dos operários máquinas. Em Monsieur Cok, o patrão é que é feito em série.
Animação fantástica!!! Com muito conteúdo apesar do tema “ultrapassado”(o que não significa que seja ruim), e que combina muito com o visual criado.
Adorei! E fui só eu que achei que o Monsieur Cok tem referências a Humpty Dumpty? O formato do Cok, a parte que ele cai e se quebra. Achei demais, sério mesmo.
Animação e design belíssimos, mas o roteiro é estereotipado, banal, infantil e repleto de clichês.
A figura do patrão gordo e desumano; O trabalhador lutador, barbudo e heróico – quase um pirata estilo Errol Flynn; A maquinização do proletariado… Tudo isso já tinha sido mastigado e cuspido inúmeras vezes há uns sessenta anos ou mais. Parece que o roteirista só quis mesmo mostrar sua habilidade em reproduzir.
Apesar de ser capitalista convicto, não deixo de apreciar uma boa obra de tom socialista. Kurt Vonnegut, por exemplo, é fantástico – seus personagens são tão humanos quanto suas histórias, e seu estilo é insanamente original.
O roteiro dessa animação, por outro lado, é pura bobagem hormonal.
P.S.: RSD, se você quer que seu argumento tenha impacto, não se justifique com um “é só minha opinião” ou coisa do tipo. Não só é uma afirmação redundante (afinal é você quem está expressando e é a forma individual como você vê o assunto), como faz você parecer defensivo e inseguro.
Achei o tema meio batido mesmo, mas a estética ficou maravilhosa. Adorei o visual steampunk, acho que está ficando na moda, né?!