Wall-E Review Smelly Cat

Desde que falamos sobre “Wall•E” pela primeira vez aqui no Smelly Cat (aliás, foi um dos primeiros posts do blog), parece que já tínhamos a sensação de que seria um dos projetos mais importantes da Pixar. E não só do estúdio, mas também do cinema em 2008.

Quando foi liberado o primeiro teaser-trailer essa impressão foi confirmada. “Wall•E” tinha cara e jeito de ser uma obra-prima. Tanta expectativa foi criada ao longo do tempo, aqui mesmo no blog fizemos dezenas de posts sobre a animação, e pelo que percebemos de nós mesmos e dos comentários dos leitores, a ansiedade era grande.

E depois de assistir “Wall•E”, o bom é poder dizer: todas as expectativas foram supridas. É o filme mais sério da Pixar, o menos infantil, mas o mesmo tempo muito sensível, delicado e apaixonante. “Wall•E” é ingênuo, não diz uma única palavra além do próprio nome e do nome da amada, e ainda assim conquista o público como nenhum outro personagem conseguiu.

É a última animação da concepção original da Pixar, daquelas histórias que eles disseram ter criado durante um almoço, desenhados em um guardanapo. “Wall•E” encerra, de forma magistral, um ciclo de uma das mais notáveis contadoras de histórias da última década.

“Wall•E” emociona, conscientiza, diverte, nos faz pensar e chorar em pouco menos de 2 horas de exibição, praticamente sem diálogos. E apesar do diretor Andrew Stanton negar a alegoria ambiental, a mensagem é clara e direta.

As referencias a todos os filmes de sci-fi citados nesse post também estão lá, algumas mais sutis, outras declaradas. Uma homenagem ao genero de ficção científica e um alerta para a humanidade.

Visualmente, a Pixar produziu o seu melhor trabalho. Porém, não é isso que interessa falar e observar. O que importa é que é claramente um filme feito com o coração, que deu vida a um robô que você não tem vontade de deixar ao sair do cinema.

“Wall•E” é, ao mesmo tempo, um filme família e apocalíptico, é uma história de amor e uma fábula, é melancólico e esperançoso. Tantos sentimentos reunidos em um única obra, daquelas que você passa semanas com ela na cabeça. “Wall•E” é um poema cinematográfico.

COTAÇÃO SMELLY: Cotação Smelly