
As pessoas têm histórias para contar. A animação é uma das formas de se contar essas histórias. Uma forma bem complicada. Imagina que em um curta em live action que se produz, a grande preocupação é com o roteiro. É claro que se tem que encontrar o ator e locação adequadas, produção, iluminação, camera e etc, mas é um cenário já (quase) pronto. O ator lê o roteiro, você fala “faz isso e aquilo” e voilá, filma. Estou falando de um curta, sem grandes pretenções. A animação é como uma folha em branco. Tudo é construído: personagens, locação, iluminação, cores, texturas, expressões, trejeitos, detalhes e… roteiro. O ator dá vida ao personagem, o animador a toda a animação.
É por isso que Matthew Tardiff executou um trabalho fantástico. O criador de “Adolescent Charm” (Charme Adolescente) não somente dirigiu como escreveu, desenhou, modelou, texturizou, animou, produziu os sons e tudo o mais dentro deste curta que vocês conferem a seguir.Existem grandes referências de simbólicas no curta, mas o roteiro não é sobre isso (quem quiser, pode até ficar caçando!). É sobre curiosidade, coragem, imaginação e inocência da adolescência. Aquela fase onde tudo te chama para a ação, sem medir as consequências, aquele frio na barriga que, no fundo, é medo. A fase onde a criança curiosa quer fazer e o adulto racional prevê o desastre. A fase bipolar. O “Chame Adolescente” é uma simples visão da complexa percepção de um adolescente, a fria realidade da desilusão adulta e a crença em algo mágico.















Mto bom, mas a trilha foi pessima
Eu achei muito legal, e a trilha tb. Ela dá o ar de ‘mistério’ na história.