Eu sei que não tem muito com o conteúdo do blog, mas recebi em casa um agradinho em forma de livro, gostei e vou aproveitar de pauta para escrever um post. Para os curiosos que gostariam de saber que tipo de livros os editores do Smelly Cat gostam de ler, vamos lá. Hoje estou lendo 3 livros, vou comprando, ganhando, pegando emprestado e achando e vão acumulando leituras. Para administrar isso separo os livros em diversos locais, tem o “da cabeceira” (antes de dormir), o “do carro” (trânsito infernal de São Paulo) e o “da bolsa” (filas e esperas). No momento estou com “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” da famosa J. K. Rowling (presente do Merigo), O Livreiro de Cabul da norueguesa Asne Seierstad e Cuca Fundida, do querido diretor Woody Allen. Como vocês podem reparar, não tenho muito preconceito com leituras, leio de tudo… Aliás, começo a ler de tudo, o que não gosto, deixo de lado.
O verdadeiro motivo do post, no entanto, o livro que eu recebi essa semana da Editora Nova Fronteira e chegou embaladinho, como um pacote do Papai Noel. (Quem quiser me mandar presentes, pode mandar, adoro! Ainda mais npo Natal). Parece até que adivinharam que adoro ler e que já despertava interesse por livros do Oriente Médio. Pois bem, minha sorte é que entrei de férias da faculdade e com a semana de recesso do Natal poderei dar um update nas minhas leituras e encaixar o Vida Dupla, que, claro, já comecei a ler. Minha curiosidade fala mais alto. Diferente dos romances sobre Oriente Médio que estão sendo publicados, Vida Dupla foi escrito por Rajaa Alsanea e trata da vida de 4 mulheres nos dias de hoje. Mas 4 mulheres que apesar de viver sob o tradicionalismo Saudita, buscam seu lugar no mundo como em qualquer outro país. São independentes e modernas e expõem no livro, além de sua vida social, seus desejos sexuais e intimidades. É realmente surpreendente, pois tira aquela visão preconceituosa que temos sobre esses países: a terra dos sheiks, petróleo e mulheres submissas. Não que não existam mais mulheres submissas, pelo contrário, são ainda a maioria. Mas, diferente do que chega até nós, existem sim mulheres independentes, globalizadas. A narrativa do livro já nos revela isso, a história foi escrita a partir de 50 e-mails que eram enviados semanalmente pela autora as integrantes de um grupo de bate-papo online. Bom, para quem não sabe o que dar presente de amigo secreto, Natal, ou mesmo ter uma leitura agradável, recomendo, pois é um livro bem interessante (esse, assim como os outros que estou lendo).
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Pior é que o preconceito reside justamente em achar que o nosso modo de vida dinâmico, independente e liberal deve servir de molde para todas as outras nações do mundo. Esse nosso etnocentrismo não nos deixa ver que muitas – eu diria até a maior parte, dependendo do país – dessas mulheres que nós consideramos submissas não têm um pingo que seja de vontade de viver como nós, elas acham até um absurdo que existam mulheres que vivam como a gente.
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